segunda-feira, 22 de novembro de 2010

DELETE ME

Depois de alguns dias fugida, pelas guerras rotineiras a que a vida me obriga.
Estou de volta...
Hoje é o terceiro dia que o meu corpo não se alimenta, não tenho fome, nem sede. Não quero estar assim mas não tenho como evita-lo, as discussões, as instabilidades não têm contribuido muito para esta realidade consequente, que me vejo destinada a enfrentar outra vez.
 Não quero passar pelo mesmo, querer comer e não conseguir, olhar à minha volta e ver meio mundo a tentar trocar-me por aquilo que não sou!
Uma vez em conversa sobre a minha vida, com a amiga minha Susana, mulher do Norte, licenciada em Psicologia, respondeu-me que a minha vida não era fácil, demasiadas pressões, os stresses de casa, (que esses... são outros vinténs) mas que era de admirar que em tanta instabilidade que me rodeia, eu era uma pessoa tão lógica, metódica, organizada.
Vejo-me a perder de dia para dia todas essas faculdades que sempre fizeram de mim um pilar gigante.
Acredito que me vejam a rir e nunca a chorar.
Cresço nas más línguas de quem me bate nas costas e me dá beijos de Judas.
Mas... sucumbo perante uma guerra com a minha mãe, ou apenas saber que tu, sim TU! Me vês com esses olhos tão errados a meu respeito. Magoa demais!
Queria tanto, tanto... mas tanto... Apagar as coisas más que já me disseste, e continuar a viver como sempre o fiz, a sorrir. Ao contrario de cada dia que a vontade me mais vezes na cama sem vontade de estar com ninguém, apenas fechada no meu quarto e debaixo dos meus cobertores, a dar voltas à mente... de como foste capaz de me magoar tanto, com tanta raiva, tanta agressividade nas palavras que proferiste.
Como posso eu tentar comer?
Não posso... eu quero tanto... mas não consigo.
Sinto-me asfixiada.
As guerras contigo que não levam a lugar algum, apenas fico perdida numa vida que não ambiciono.
Mas tu mesmo o disseste... Ninguém ama assim. E tu amaste.
APAGA-ME... APAGA-ME... APAGA-ME, porque não quero mais estar aqui! Pois cansei-me de ser o que o mundo quer ver e não o que sou de verdade.
Oh Patinho feio que ninguém te vê...
Oh lobo mau que ninguém te teme...
Oh bela adormecida que em quanto dormes não sofres desilusões...
Oh carochinha onde anda o teu joão Ratão...
Enfim... Contentar-me ei em ser eternamente uma Mafaldinha, cheia de rectóricas feministas perdida nas suas frustrações e dilemas, mas sempre com a Grande frase para as más línguas:
"Elas batem mas resvalam na couraça da minha indiferença"

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